Currículo

O Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, conforme a proposta da Pedagogia Waldorf e a legislação em vigor.

Do Maternal ao Ensino Médio

Oferecemos Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Nossa missão é cultivar junto à família, o desabrochar do potencial de cada aluno, para que ele atue no mundo de forma livre, criativa, responsável e humana.

Ensino Fundamental

O currículo do Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais é apropriado à idade de cada criança, proporcionando uma visão ampla e dinâmica das matérias, preparando os alunos para serem cidadãos contemplativos e ativos. O aprendizado é baseado no sentimento provocado pelas imagens de contos e histórias e, também, pelas observações e experiências. No Ensino Fundamental, temos o papel do professor de classe, que, idealmente, acompanha a mesma turma do 1º ao 8º ano, tornando-se uma referência constante, que se transforma ao longo dos anos com a sua classe. Dessa forma, o professor assume, diante dos alunos, o que chamamos de “autoridade amada”, além de se tornar um parceiro efetivo das famílias no processo educacional.

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1º ANO



No primeiro ano escolar Waldorf, as crianças são apresentadas às qualidades das formas, cores, letras e números partindo de uma imagem primordial e completa até chegar na representação gráfica de cada unidade. O ensino por meio de imagens convida a criança a penetrar nas descobertas do mundo. Ao longo desse processo do primeiro ano, chegamos à escrita de palavras e pequenas frases, além de contagens cada vez maiores e execução de pequenos cálculos matemáticos. A independência na organização dos próprios materiais, o sentimento de pertencimento do grupo e a prontidão para o trabalho, também são objetivos desse ano escolar.

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2º ANO

No segundo ano, o foco é a integração da criança ao seu ambiente social. Com o desenvolvimento da personalidade em seus aspectos emocionais, a criança está apta a reconhecer e a configurar, tanto suas relações sociais, quanto as relações inerentes à construção do conhecimento. Agora, a criança acompanha como tudo se relaciona. Os recursos pedagógicos do segundo ano visam ao desenvolvimento das memórias auditiva, visual e rítmica. O desenvolvimento de hábitos para a execução aprimorada de trabalhos, uma maior autonomia na resolução de pequenas questões sociais e a elaboração das tarefas solicitadas, são outras importantes metas nessa fase.

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3º ANO

No terceiro ano, as relações sociais se estabilizam, permitindo à criança explorar sua vida interior e posicionar-se diante das situações cotidianas. A compreensão das emoções internas e externas é trabalhada, incentivando o desenvolvimento ético e a relação com o mundo espiritual. A letra cursiva é introduzida e trabalhada, possibilitando a pega correta do instrumento de escrita. A leitura de textos com mais fluência permite à criança exercitar a entonação, a pontuação e a dicção. Os aspectos operacionais das contas armadas são um esteio para toda a aprendizagem que abarca também conteúdos como: a unidade, a dezena, a centena e a ampliação do universo numérico até o milhar.

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4º ANO

Aos 10 anos, grande parte das crianças já passou pela fase de estranhamento frente ao mundo, decorrente do desaparecimento do sentimento de unidade e de integração com a natureza e o ambiente, a que chamamos de “rubicão”. Agora, vislumbram a própria individualidade e começam a trilhar um caminho buscando mais harmonia até o próximo momento de significativa transformação, aos 12 anos. No quarto ano, as crianças são chamadas a ocupar o “ponto cruz”, o ponto a partir do qual se orientam e respondem à demanda de estruturação para se posicionarem confortavelmente no mundo, o que, de fato, se concretiza no quinto ano. Essas crianças querem estar aqui e agora, saudáveis e ativas, sentindo grande entusiasmo e curiosidade por tudo que lhes é apresentado.

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5º ANO

No quinto ano, espera-se que a criança conquiste maior autonomia e mais responsabilidade. O corpo físico apresenta harmonia em seus membros, e a ruptura com o mundo já está superada. A criança volta-se para o que a rodeia com uma curiosidade diferente, buscando realmente apropriar-se das leis da natureza, criando uma relação de intimidade com seu entorno. Ela já faz perguntas perspicazes e quer saber o que anima os elementos do mundo, assim como o que está por trás deles. Esse movimento gera uma nova abertura para as relações sociais: a criança quer entender o próximo e as suas diferenças, vivenciando o espaço com mais segurança e habilidade, demonstrando força e agilidade.

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6º ANO

Agora, começa um processo que vai até os 14 anos e que abrange a pré-puberdade e a puberdade. Do ponto de vista fisiológico, o jovem se integra, cada vez mais, em seu esqueleto. Antes, ele atuava com graça natural, a partir do sistema dos seus músculos, impulsionado pelo ritmo da circulação sanguínea. Agora, o jovem passa a ser dominado, cada vez mais intensamente, pelo peso de seus ossos. Ele fica sujeito às leis da gravidade e seus movimentos se tornam desleixados e sem graça, embora mais vigorosos. Surgem, ao mesmo tempo, novas capacidades anímicas com as quais o jovem procura compreender o mundo. Suas forças intelectuais o capacitam a entender o mundo sob o aspecto da causalidade e isto significa aprender sua atuação no cosmo por meio do pensamento.

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7º ANO

A criança do sétimo ano está no limiar da adolescência e seu relacionamento com o mundo passa por profundas transformações: a vida anímica, até então interior, irrompe para fora. Nessa idade, a criança vivencia o desmoronamento das relações com o mundo e, ao mesmo tempo em que cresce nela a necessidade de construir pontes com a sociedade, a partir do próprio juízo pessoal. É necessário consolidar metodicamente o princípio da causa e efeito e o uso do intelecto, que conduzem à capacidade de emitir um julgamento.
“É só a partir deste momento que o ser humano faz plenamente parte do mundo exterior” (R. Steiner).

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8º ANO

Entre 12 e 14 anos, “o ser humano percorre o sistema respiratório, o sistema circulatório, até a epífise, alcança a sua própria periferia humana e irrompe, com a puberdade, para o mundo exterior. É só a partir desse momento que ele faz, plenamente, parte do mundo exterior” (R. Steiner). Na transição da infância para a adolescência, ocorrem, além das transformações físicas e anímicas, mudanças espirituais e relativas à consciência. Desenvolve-se cada vez mais o raciocínio conceitual, que procura estabelecer relações entre fatos isolados até chegar a uma nova totalidade, superando fenômenos dissociados e situações isoladas.


Conheça nosso processo de admissão

O CRSMG possui uma equipe de matrículas, formada por professores de cada área.

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